Seminário Final AFAVEL
Agricultura Familiar e valorização Territorial Sustentável em Contexto de Alterações Climáticas

23 Setembro 2021

O AFAVEL visa aprofundar o conhecimento da agricultura familiar e dos territórios rurais com expressão significativa deste tipo de agricultura, estudando políticas de apoio e avaliando condições de implementação. 

Neste seminário vão ser debatidos os resultados finais do projeto AFAVEL.

Para mais informações consulte aqui

fonte: Animar

Estatísticas Agrícolas

A agricultura nacional no contexto do Green Deal: menos fertilizantes minerais mas mais pesticidas face à média da UE - 2020

22 de julho de 2021

O ano agrícola 2019/2020 caracterizou-se meteorologicamente por um outono normal em relação à temperatura do ar e à precipitação, seguido por um inverno extremamente quente (segundo mais quente desde 1931) e seco (78% do valor médio). As regiões a sul do Tejo registaram situações de seca meteorológica, com maior persistência e severidade no Baixo Alentejo e Algarve. A primavera e o verão continuaram a classificar-se como muito quentes, com destaque para julho (o mais quente desde 1931).


A área semeada de cereais praganosos foi próxima da registada na campanha anterior (-1,3%). As condições meteorológicas foram favoráveis para o desenvolvimento vegetativo dos cereais de inverno, registando-se uma produção semelhante à média do último quinquénio. Nas culturas de primavera-verão registou-se uma diminuição generalizada de áreas, que resultaram em quebras de produção de 12,8% no tomate para a indústria, 17,8% no arroz e 9,7% no milho para grão.


A produção animal foi semelhante à registada no ano anterior.


Em 2020, as exportações de “Produtos agrícolas e agroalimentares” (exceto bebidas) aumentaram 5,8% face ao ano anterior (uma evolução contrária à redução de 10,2% registada nas exportações globais de bens), enquanto as importações diminuíram 1,8%, refletindo-se numa melhoria do saldo da balança comercial (diminuição do défice em 429,7 milhões de euros).


Assim, a agricultura globalmente terá atravessado um ano marcado pela pandemia COVID-19, evidenciando uma resiliência que não foi patente em muitos outros setores da atividade económica nacional.


Neste destaque é efetuada uma análise detalhada aos indicadores da Agricultura e ambiente, constantes de capítulo específico da Publicação, que disponibilizam informação estatística oficial relevante na perspetiva do Green Deal (Pacto Ecológico Europeu), no contexto da União Europeia (UE27), destacando-se que:


• Portugal é o Estado-Membro com menor consumo de fertilizantes minerais (azoto e fósforo), registando em 2019 um consumo aparente de 31 kg por hectare de Superfície Agrícola Utilizada (SAU), menos de metade da média da UE27 (68 kg por hectare de SAU);


• Em 2019 foram vendidos 2,2 kg de substância ativa dos principais grupos de pesticidas por hectare de SAU, proporção acima da média da UE27 (1,8 kg de substância ativa por hectare de SAU);


• Em 2019 apenas 5,3% da SAU estava certificada para o modo de produção biológico;


• A importância dos Gases de Efeito de Estufa (GEE) emitidos pela atividade agrícola em Portugal em 2019 (10,1% da emissão total dos GEE) era próxima da média da UE27 (10,3%).
 

Documento Completo

Consulte a publicação

fonte: INE

EOC 2021: Congresso Europeu de Agricultura Biológica | 16, 17 e 18 de Junho de 2021

A edição de 2021 do Congresso Europeu de Agricultura Biológica, organizada pelo IFOAM Organics Europe e pela AGROBIO, terá lugar nos próximos dias 16, 17 e 18 de Junho de 2021, e será realizado em Portugal.
 

O Congresso deste ano, à semelhança de edições anteriores reunirá agentes intervenientes no mercado da Agricultura Biológica de toda a Europa e oferecerá a possibilidade aos participantes de assistir a sessões e de interagir com peritos nos assuntos de maior interesse relativos a alimentação proveniente da Agricultura Biológica, e da própria Agricultura Biológica.


Marque na sua Agenda e fique atento a mais informação, através do site da AGROBIO (www.agrobio.pt), facebook (www.facebook.com/AGROBIOAgriculturaBiologica) e Instagram (www.instagram.com/agrobio_portugal/).
 

fonte: Rede Rural Nacional

Webinar Capacitação de Experiências relevantes para Circuitos Curtos Agroalimentares em Portugal e na Europa

Organizador: Confederação Nacional da Agricultura e entidades parceiras

Evento online a realizar no dia 14 de Dezembro, pelas 10h.

Grupo Focal, com a participação online de peritos europeus e nacionais em Circuitos Curtos Agroalimentares, realizado no âmbito do projecto da Rede Rural Nacional “reLOCALiza”, medida PDR2020-20.2.3, promovido pela CNA e as entidades parceiras. O projeto reLOCALiza é baseado em estudos locais, com o objetivo principal de promover o abastecimento das cantinas públicas com produtos da agricultura familiar.

Este evento integra um projecto no âmbito de uma iniciativa comunitária promovida pelo PDR2020 e financiado pelo FEADER, no âmbito do Portugal 2020.

Mais Informações

Inscrição

Webinar de Estruturação para Setores de Carne Orgânica

14 de dezembro  14h30

Organizador: A Terra é a nossa profissão - FNAB Network e Interbev Bio Commission

Após o cancelamento da Feira “A Terra é o Nosso Trabalho”, a conferência planejada pela Comissão Orgânica da Interbev sobre a estruturação dos setores de carnes orgânicas será organizada em webinar. Esta videoconferência acontecerá na segunda-feira, 14 de dezembro, às 14h30.

Pode consultar o programa e se inscrever no seguinte link:


https://www.salonbio.fr/webinar-conference-structuration-des-filieres-viandes-bio/

 

As inscrições são obrigatórias e possíveis até 8 de dezembro. No ato da inscrição, o participante receberá um e-mail com o link de conexão.

Conferência Comemorativa do Dia Mundial do Solo 2021 

“Manter o solo vivo e preservar a biodiversidade no solo"

Comemoração do Dia Mundial do Solo 2020 - 4 dez 2020 14:00

 

Link de acesso:

 https://us02web.zoom.us/j/84010802215

 

Organização: Parceria Portuguesa para o Solo

O Dia Mundial do Solo (WSD), 5 de dezembro é dedicado ao tema "Mantenha o solo vivo, proteja a biodiversidade do solo".

A biodiversidade do solo está sob pressão e a gestão sustentável do solo pode contribuir significativamente para a proteção da biodiversidade!

Para a comemoração deste Dia Mundial, a Parceria Portuguesa para o Solo irá realizar um webinar, no dia 4 de dezembro próximo, entre as 14h e as 16h

Neste encontro destacamos a presença de especialistas, representantes da produção e da instituição pública responsável pelo planeamento das políticas, que nos darão a conhecer a importância do tema nas diferentes perspetivas.

No encerramento contamos com a presença do Senhor Secretário de Estado da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

O Programa da Conferência será disponibilizado em breve.
 

Contamos com a vossa presença!

Mais informação será disponibilizada no site da Parceria em https://parceriaptsolo.dgadr.gov.pt/

Estratégia do Prado ao Prato (FARM to FORK) e a nova PAC - Riscos e Oportunidades

Autor: Paulo Alves da Silva, Engº Biofísico pela Universidade de Évora

Percebendo-se que, no âmbito do cumprimento das metas da estratégia do Prado ao Prato, existe em Portugal, o risco de se considerar a Produção Integrada como equivalente à Agricultura Biológica e que Portugal se encontra a preparar o Programa da nova PAC, importa clarificar algumas questões, como seguidamente se apresentam.

Consulte aqui o documento.

PDR 2020 abre candidaturas a operação para investimento na Agricultura Biológica

A entidade gestora do PDR 2020 — Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020, informa que estão abertas candidaturas à Operação 3.2.1 – Investimento na Exploração Agrícola — Agricultura Biológica (22.º Anúncio), até ao dia 4 de Setembro de 2020.

Este apoio tem uma dotação orçamental total de 3 milhões de euros, para o território continental. As candidaturas apresentadas devem ter como objectivos reforçar a viabilidade das explorações agrícolas, promovendo a inovação, a formação, a capacitação organizacional e o redimensionamento das empresas; preservar e melhorar o ambiente, assegurando a compatibilidade dos investimentos com as normas ambientais e de higiene e segurança no trabalho; apoiar as explorações agrícolas com certificação e sob controlo em Modo de Produção Biológico (MPB), ou em período de conversão, nos sectores de investimento preconizados na candidatura.

Para mais informações consulte aqui o site PDR2020.

Sabe o que são bioregiões?

"O movimento das Bio-Regiões nasceu em Itália em 2004 e nos últimos anos passou as fronteiras do país, rondando hoje as 40 comunidades em todo o mundo. Em Portugal existem quatro Bio-Regiões: Idanha-a-Nova, Alto Tâmega, São Pedro do Sul e Margem Esquerda do Guadiana. O responsável da Rede Internacional das Bio-Regiões (International Network of Eco Regions – INNER) em Portugal, Custódio de Sousa Oliveira, explica que “uma bio-região é um acordo de gestão sustentável do território baseado na agricultura biológica”, envolvendo toda uma comunidade local."

Continue a ler artigo em https://www.vidarural.pt/destaques/sabe-o-que-sao-bioregioes/

 

Informação

Na sequência da evolução da pandemia provocada pelo novo Coronavírus (COVID-19), e devido às medidas excecionais decorrentes desta situação, informamos que até data a indicar, o serviço do CCBIO estará encerrado.

No entanto, continuaremos disponíveis através dos contactos abaixo indicados:

e-mail: geral@ccbio.pt

Telefone: 964263516

Agradecemos a V. colaboração e reforçamos a nossa disponibilidade para qualquer situação que seja necessária.


L’agriculture bio et locale pourra nourrir l’Europe en 2050, selon une étude scientifique

26 juin 2021

L’Europe pourra nourrir sa population par l’agriculture biologique et locale en 2050, selon une étude scientifique. Il faudra pour cela consommer moins de produits carnés et mieux agencer culture et élevage.

Imaginons : en 2050, l’ensemble de la population européenne ne se nourrira plus que de produits locaux, cultivés sans pesticide ni engrais de synthèse. Les fermes-usines auront disparu, remplacées par des exploitations à taille humaine combinant culture et élevage. Des parcelles de luzerne, trèfle, lentille et pois chiche émailleront le paysage. Ce scénario peut paraître utopique. Il est pourtant tout à fait réaliste, selon une étude réalisée par une équipe internationale de chercheurs et publiée le 18 juin dans la revue One Earth.

Chiffres à l’appui, les chercheurs montrent que l’Europe pourrait atteindre l’autosuffisance alimentaire en 2050 sans recours aux engrais azotés. Utilisé en remplacement du fumier pour fertiliser les terres, l’azote industriel occupe depuis la Seconde Guerre mondiale une place centrale dans le système agricole européen. Son utilisation à grande échelle est pourtant néfaste à la santé des humains et des écosystèmes : émissions de gaz à effet de serre, pollution des nappes phréatiques, eutrophisation [1] des milieux aquatiques… Les engrais de synthèse ont permis l’avènement d’un modèle agricole intensif « largement déséquilibré », selon Gilles Billen, directeur de recherche émérite au Centre national de la recherche scientifique (CNRS) et coauteur de cette étude. La bonne nouvelle, explique le biogéochimiste, est qu’il est possible de faire autrement.

Moins de protéines animales, plus de rotations

L’équipe de chercheurs a identifié trois leviers pour nourrir l’Europe sans recourir aux engrais de synthèse ni augmenter la surface de terres cultivées. Le premier est un changement global de régime alimentaire. En moyenne, les Européens consomment aujourd’hui deux tiers de protéines animales pour seulement un tiers de protéines végétales. 80 % de la production agricole est par conséquent consacrée à l’alimentation du bétail. Cette proportion pourrait être considérablement réduite si la population européenne optait pour un régime méditerranéen. En consommant davantage de légumes et de céréales que de viande et de fromage, « nous aurions besoin de moins produire, ce qui permettrait de le faire de manière moins intensive », explique Gilles Billen.

Autre levier : reconnecter la culture et l’élevage. L’Europe est aujourd’hui constituée de régions agricoles hyperspécialisées. La Bretagne concentre ainsi la plus grande partie des porcs et des bovins français, tandis que l’Île-de-France produit en grande majorité des céréales, précise le chercheur. Réinstaller les élevages à proximité des terres agricoles permettrait de recycler les déjections animales en fumier, et donc de s’émanciper des engrais de synthèse. « On imagine mal aujourd’hui des trains ou des camions remplis d’effluents d’élevage transportant du fumier entre différentes régions », note Gilles Billen. Le retour à la polyculture élevage permettrait également d’en finir avec l’importation de soja pour l’alimentation des animaux, l’un des principaux moteurs de la déforestation en Amérique latine. « La taille du cheptel dans chaque région doit être calibrée sur les ressources en fourrage que permet le territoire. »

 

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fonte: Reporterre

Pacto Ecológico Europeu: Comissão apresenta ações para estimular a produção biológica

A Comissão apresentou hoje um Plano de Ação para o desenvolvimento da produção biológica. O objetivo geral deste plano é estimular a produção e o consumo de produtos biológicos a fim de que, até 2030, 25 % dos terrenos agrícolas sejam consagrados à agricultura biológica, bem como impulsionar substancialmente a aquicultura biológica.

A produção biológica traz uma série de vantagens importantes: os campos com culturas biológicas apresentam cerca de 30 % mais de biodiversidade, os animais de criação biológica gozam de um maior bem-estar e consomem menos antibióticos, os agricultores biológicos auferem rendimentos mais elevados e são mais resilientes e os consumidores sabem exatamente o que estão a comprar graças ao logótipo biológico da UE. O Plano de Ação está em sintonia com o Pacto Ecológico Europeu e as estratégias do Prado ao Prato e de Biodiversidade.

O Plano de Ação foi concebido de modo a proporcionar a um setor biológico já em rápido crescimento as ferramentas necessárias para alcançar a meta dos 25 %. Introduz 23 ações estruturadas em torno de três eixos – intensificação do consumo, aumento da produção e melhoria da sustentabilidade do setor – a fim de assegurar um crescimento equilibrado.

A Comissão encoraja os Estados-Membros a desenvolver planos de ação nacionais para o setor biológico a fim de aumentar a quota nacional de agricultura biológica. Existem diferenças significativas entre Estados-Membros no que respeita à percentagem de terrenos agrícolas atualmente consagrados à agricultura biológica, que varia entre 0,5 % e mais de 25 %. Os planos de ação nacionais para o setor biológico complementarão os planos estratégicos da PAC graças à aplicação de medidas que vão para além da agricultura e do que é oferecido no âmbito da PAC.

Para mais informações consulte aqui

 

fonte: agroportal.pt

Webinar Desafios das fileiras emergentes dos recursos silvestres - Impacto do projeto Inov@sfileiras”

Organizador: Município de Almodôvar

O projeto INOV@S FILEIRAS vai promover amanhã, 18 de dezembro, pelas 14h30, um webinar sobre "Desafios das fileiras emergentes dos recursos silvestres - Impacto do projeto Inov@s fileiras".

A iniciativa conta com a participação de oradoras e oradores da rede de parcerias, composta pela ESDIME, ADCMoura, Confraria Gastronómica do Figo e Figueira da Índia, Associação ARBUTUS e CEBAL, e será transmitido em direto no facebook do Município de Almodôvar, em https://pt-pt.facebook.com/municipioalmodovar.

 

Consulte o Programa

 

Plano Estratégico da PAC

2023-2027

Está aberto o processo de consulta alargada do Plano Estratégico de Portugal no âmbito da Política Agrícola Comum, para o período 2023-2027.

 

Convida-se à participação e envio de contributos até 11 de dezembro de 2020.

 

Para mais informações consulte aqui o site do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP)

Formação: Criar um Sistema Robusto de Forragem em Face das Mudanças Climáticas

10 de dezembro de 2020  9h-17h

Organizador: BIO BOURGOGNE

BIO BOURGOGNE está a organizar uma ação de formação de 3 dias, para apoiar os criadores na criação de um sistema de forragem mais robusto em face das mudanças climáticas.

Datas e locais:

  • Quinta-feira, 10 de dezembro de 2020 (9h00 às 17h00) em ambiente fechado (setor de Avallon)

  • Quinta-feira, 17 de dezembro de 2020 (9h-17h) na fazenda de um participante

  • Quinta-feira, 04 de março de 2021 (9h-17h) na fazenda de um participante

Objetivos:

 

Saber avaliar o potencial pedoclimático da quinta e saber adaptar a dimensão e gestão do meu sistema de criação;

 

Calcular o meu balanço de forragem todos os anos, saber como me adaptar a ele através do comportamento alimentar dos meus animais e questioná-lo através do manejo geral do meu sistema de forragem;

 

Otimizando a produção dos meus prados, tendo um bom conhecimento do seu funcionamento, adquirindo um olhar crítico sobre as minhas práticas e estabelecendo um plano de ação.

Para mais informações consulte aqui o site, ou contatar por email 

baptiste.cornette@biobourgogne.org

III Sessão Pública da Estratégia Nacional para Agricultura Biológica – 27 de novembro

A Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural e a DRAP Alentejo promovem na próxima sexta-feira, dia 27 de novembro, pelas 14 horas, a “III Sessão Pública ENAB – PA”.

 

A sessão terá o formato online, através de videoconferência Zoom, e pretende apresentar ao público e à comunicação social o ponto de situação da Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica (ENAB) e da execução do respetivo Plano de Ação (PA).”

O evento contará com a presença da Ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, assim do Diretor-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo e o Presidente da AGROBIO.

A Rede Rural transmite em direto esta sessão, através da sua página no facebook, podendo ser acompanhada aqui.

 

Para saber mais consulte o programa.

 

O artigo foi publicado originalmente em Rede Rural Nacional.

Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica
de Portugal 2020-2030


Contributo – Centros de Competências

Documento conjunto dos 18 Centros de Competências nacionais no âmbito da consulta pública à Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030.

Consulte aqui o documento.

Biodiversidade das terras agrícolas: o contributo da PAC não travou o declínio

De acordo com um novo relatório do Tribunal de Contas Europeu (TCE), a política agrícola comum (PAC) não foi capaz de inverter a perda de biodiversidade que se regista há décadas e a agricultura intensiva permanece um dos fatores determinantes deste declínio. O TCE detetou lacunas na estratégia de biodiversidade da UE para 2020 e na sua coordenação com a PAC. Além disso, o acompanhamento pela Comissão das despesas da PAC no domínio da biodiversidade não é fiável e, pela maior parte, o financiamento desta política tem pouco impacto positivo na biodiversidade. Alguns regimes da PAC têm mais potencial para melhorar a biodiversidade, mas a Comissão e os Estados-Membros favoreceram opções de baixo impacto.

Consulte aqui o relatório completo.

RRN lança plataforma on-line para a Agricultura de proximidade

O Ministério da Agricultura, em parceria com os seus organismos, com os Grupos de Ação Local e com os Municípios, criou uma plataforma, gerida pela Rede Rural Nacional, a partir da qual:

- qualquer produtor, de forma simples e rápida, poderá efetuar o seu registo para, posteriormente, anunciar os seus produtos e quais os cabazes disponíveis para encomenda/entrega (e condições associadas);

- qualquer consumidor, com conforto e segurança, poderá pesquisar por concelho e por produtos (biológicos ou não), identificando os produtores da sua região e encomendando os seus produtos.

Esta plataforma tem o propósito de contribuir para a agilização do escoamento de produtos agroalimentares locais, os quais assumem um papel fundamental na garantia de uma alimentação saudável e equilibrada.

As plataformas de lojas on-line existentes podem também aderir a esta plataforma, para divulgar produtores em circuitos curtos, que têm cabazes que vendem na exploração, ou que entregam, ou vendem em mercados locais.

Pode ceder à plataforma AQUI

CONTRIBUTOS DA ASSOCIAÇÃO CENTRO DE COMPETÊNCIAS DA AGRICULTURA BIOLÓGICA E DOS

PRODUTOS NO MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO PARA A
AGENDA DE INOVAÇÃO PARA A AGRICULTURA

Considerando que:
O Centro de Competências da Agricultura Biológica e dos Produtos no Modo de Produção Biológico
(CBBIO) constituído em 23 de fevereiro de 2017, reúne 35 parceiros a nível nacional, é focado na produção
e difusão de conhecimento científico e tecnológico que contribua para a robustez e a sustentabilidade do
sector quer através da inovação quer através da contribuição para a resolução de alguns
constrangimentos;
A Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica, de acordo com a Resolução do Conselho de Ministros
n.o 110/2017, publicada em Diário da República a 27 de julho de 2017, visa fomentar a expansão de
produção em modo de Produção Biológico nos setores da Agricultura, Pecuária e Aquicultura, aumentar
a oferta e desenvolver a procura de produtos agrícolas e agroalimentares biológicos, promover o
conhecimento técnico-científico e elevar o nível de competências sobre produção biológica e dinamizar a
inovação empresarial e a disponibilidade de informação sobre agricultura biológica;
O Plano de Ação para o Futuro da Produção Orgânica na União Europeia, apresentado em 23 de março
de 2014 em Bruxelas, para a concretização numa década, tem como grande desafio aumentar a área de
produção na União Europeia, sem colocar em risco a confiança dos consumidores nos princípios da
Agricultura certificada em Modo Biológico como sendo as preocupações com as práticas agrícolas
sustentáveis, com a segurança alimentar, com a saúde humana, com o ambiente e com o bem-estar
animal, por via da não utilização de OGM e de substancias químicas sintéticas em toda a cadeia de
produção.
A Associação CCBIO, cujos estatutos foram publicados no Portal da Justiça de 7 de julho de 2017, constituída com
o propósito do cumprimento do Plano de Acão do CCBIO e da Agenda de Investigação na Agricultura Biológica,
propõe com base nos referidos documentos, que a “Agenda de Inovação para a Agricultura” integre as seguintes
medidas:
1. Difusão de informação e capacitação para a importância da produção e consumo de produtos certificados
em Modo de Produção Biológico
Propõe-se a realização de campanhas multissetoriais dirigidas a produtores e consumidores, com base em
conhecimento técnico-científico, que contribua para que em Portugal se crie um ambiente de confiança para a
produção e consumo no Modo Biológico e que envolva todos os elos da fileira.
A referida campanha visa sensibilizar e responsabilizar futuros produtores e consumidores para a gestão da terra,
nomeadamente na importância do consumo de alimentos certificados em Modo de Produção Biológico, como
sinónimo de alimentos de seguros, com valor nutricional, cultural e patrimonial que promovem a utilização
eficiente dos recursos incluindo a melhoria do solo, biodiversidade, sequestro de carbono, retenção de água,
estabilidade e resiliência dos ecossistemas e funções de polinização.
Como exemplo concreto, a Assembleia Geral da ONU designa 2021 como o “Ano Internacional das Frutas e
Legumes”, sendo por isso um momento ideal para o arranque da campanha, visto que são produtos já fortemente

associados ao Modo de Produção Biológico, com o intuito de promover a produção e o consumo de frutas e
legumes certificados em Modo Biológico bem como os produtos resultantes da polinização, enquanto
impulsionadores de um clima de confiança.
2.Investigação que permita alargar a lista de produtos de proteção fitossanitária e profilaxia animal nas
produções certificadas em Modo Biológico
Um dos constrangimentos ao Modo de Produção Biológico é a proteção das produções contra o ataque de agentes
nocivos. Muito embora já estejam identificados um conjunto de meios preventivos nomeadamente técnicas
culturais que minimizam o ataque de agentes patogénicos, como o estabelecimento de diversidade cultural, com
recurso a plantas com diferentes suscetibilidades e a prática de rotações adequadas, a verdade é que perante a
manifestação de problemas fitossanitários, ou identificadas condições favoráveis à sua ocorrência, há que atuar.
Situação semelhante na saúde animal. Neste sentido sugere-se o apoio a linhas de investigação que permitam
alargar o leque de produtos disponíveis no mercado e cujas substâncias ativas venham a integrar a
regulamentação Europeia cumprindo com todos os requisitos inerentes à colocação de produtos no mercado,
quer fitofarmacêuticos, quer os utilizáveis na profilaxia animal.
A aplicação destes produtos deve ainda ser acompanhadas de tecnologias inteligentes, como seja a agricultura de
precisão.
3. Estruturação da rede de apoio técnico
Progressiva estruturação da rede de apoio técnico, envolvente das estruturas de formação (escolas, universidades
e outras entidades), do sistema científico e tecnológico nacional e dos produtores. Tal rede, contribuindo para a
criação/aumento da oferta de competências, deverá ter como desiderato o acompanhamento técnico ao
produtor individual. Neste contexto de apoio técnico ao produtor são também enquadráveis campos e
demonstração e estruturas que permitam a testagem e o desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias de
produção/transformação.
Noutra perspetiva, a rede contribuirá para a criação de um ambiente mais favorável no domínio da investigação,
da promoção da inovação e do aumento da competitividade das produções em Modo de Produção Biológico.
4.Criação de medidas para eliminar o risco de contaminação por substâncias químicas sintéticas em explorações
Certificadas em Modo Biológico contiguas a explorações do modo convencional
Sugere-se a criação de uma linha de financiamento dirigida a produtores certificados em Modo Biológico para a
criação de corredores de segurança, com identificação prévia de medidas, que contribuam para a eliminação do
risco de contaminação por substâncias químicas sintéticas em explorações certificadas em Modo Biológico
contiguas a explorações do modo convencional, como sejam a utilização de bordaduras, sebes ou faixas de
compensação ecológica, ou outras que contribuam para o equilíbrio do ecossistema. As espécies vegetais a
considerar como elegíveis na medida de apoio deverão privilegiar a fauna auxiliar e os polinizadores,
nomeadamente a flora melífera.
Ainda na tentativa de eliminação dos riscos e contaminação, sugere-se a regulamentação de medidas, aplicáveis
à agricultura em modo convencional, em particular a designada por intensiva e super intensiva, que mitiguem os
efeitos nocivos quer para as produções em Modo de Produção Biológico, quer para os recursos utilizados, quer
para a biodiversidade.
5. Apoio à dinamização de Bio-Regiões
Sendo as Bio-regiões, territórios privilegiados para a dinamização da Agricultura Biológica, enquanto compromisso
para desenvolver uma estratégia conjunta com a participação de produtores, operadores turísticos e outros setores
empresariais, associações, escolas e o poder local, com o objetivo de criar novas oportunidades de promoção e
valorização dos produtos agrícolas locais certificados em Modo de Produção Biológico, assente em bases sustentáveis
de produção e de geração de valor, bem como o envolvimento consciente de toda a comunidade local, sugere-se o

apoio financeiro ao cumprimento dos Planos de Gestão com objectivos muito concretos e metas tangíveis, das
Bio-regiões criadas ou a serem criadas em Portugal.
Ainda neste âmbito, no quadro da regulamentação a estabelecer, enquadrar os critérios do quantitativo de
produções biológicas existente e dos elementos patrimoniais passíveis de colocação em exploração de forma
sustentável.
6. No quadro das novas politicas e dos seus instrumentos, além da consideração no âmbito do novo programa
de desenvolvimento rural, de medidas para a valorização das produções biológicas, pugnar para que estas
também estejam contidas em diferentes formas (incentivo à produção, incremento de mercado, promoção da

confiança do consumidor) nos programas de desenvolvimento de abordagem territorial. Neste contexto sugere-
se por exemplo a definição de medidas concretas para o apoio à instalação de novos produtores e em particular

de jovens agricultores, com capacidade de produção de bens transacionáveis.
Sugere-se também o apoio a medidas efectivas de reforço do posicionamento dos produtos nos vários mercados,
com enfase nos produtos com capacidade de exportação, reforçando a competitividade da Agricultura Biológica
nacional a nível internacional.